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21 dias de ativismo contra a violência contra as mulheres

21 dias de ativismo contra a violência contra as mulheres


A campanha mundial que se inicia no dia 20 de novembro e vai até 10 de dezembro vem chamar atenção para o grande número de mulheres violentadas a cada dia, e da importância de combater este grave problema.


A violência de gênero contra as mulheres é uma questão de saúde pública e uma das suas consequências é o adoecimento mental. Quando se fala do tema, o enfoque se dá nas mulheres em relação conjugal porque os principais autores de violência são companheiros e ex-companheiros. Contudo, as mulheres solteiras também sofrem diversas violências em relações amorosas esporádicas ou mesmo fora de qualquer tipo de relação.


A condição de solteira coloca as mulheres em situações de vulnerabilidade porque na nossa cultura a “verdadeira mulher” ainda é vista como aquela com um par conjugal que prioriza o investimento na vida familiar. O preconceito contra as mulheres solteiras pode ser visto em situações do cotidiano que aparentemente são banais, mas que geram sentimentos negativos para essas mulheres.


Por que você está solteira, se você é tão bonita e inteligente?


E ai, quando vai sair dessa vida de piriguete?


Por que você está aqui na festa sozinha? Cadê o namorado?


Ficou para a titia!


Você deve ser uma mulher difícil, hein? Não consegue segurar um homem…


Se você continuar com essa vida de solteira, você vai direto para o inferno, sua pecadora!


Amiga, não converse com o meu marido/ namorado, viu? Não quero meu homem de conversa com nenhuma mulher solteira.


Você é mulher para ficar e não para namorar. (Frase comumente ouvida por mulheres que não se comportam como se espera que seja uma mulher abnegada e submissa, também por negras, porque o machismo e racismo caminham juntos na nossa cultura).


Essas e outras situações exemplificam (micro)violências, violências simbólicas, e que são chamadas pela autora Bella de Paulo como solteirismo (no original em inglês, singlism).


Em situações mais graves, o preconceito pode culminar na importunação e na violência sexual em espaços onde as mulheres solteiras deveriam ter o lazer e trânsito em espaços públicos como direitos garantidos.


No Carnaval em Salvador, em 2025 foram registrados casos de estupro coletivo (Duas mulheres são vítimas de estupro coletivo no carnaval de Salvador), e muitas queixas de importunação sexual. Casos envolvendo violência sexual de mulheres (solteiras) em boates comumente são retratado na mídia (como a mulher que foi violentada sexualmente pelo ex-jogador Daniel Alves em uma boate na Espanha).


Ao longo destes 21 dias, vamos visibilizar questões envolvendo a situação/condição de ser solteira para mulheres, como forma de colaborar com reflexões sobre o tema e combate  a todo tipo de violência que cessa direitos e adoece

 
 
 

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